Pecuária de corte no Brasil: confira a análise para os próximos anos

A agropecuária é um dos principais ativos da economia nacional, contribuindo para aumentar as riquezas do país e ajudando a gerar emprego e renda.

Parte desse setor econômico, a pecuária de corte não para de crescer. O Brasil é maior exportador de carne bovina do mundo. Somente nos 4 primeiros meses de 2018, a receita ultrapassou US$ 2 bilhões, com a venda de quase 500 mil toneladas do produto, de acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

Neste texto, reunimos informações sobre a pecuária de corte no Brasil, traçando um cenário sobre o desenvolvimento dessa atividade e quais as perspectivas para os próximos anos.

Cenário da Pecuária de Corte no Brasil

A pecuária de corte é um mercado significativo em todo o Brasil. Mais de 25 milhões de bovinos foram abatidos no país em 2017, sendo os estados do Mato Grosso e Mato Grosso Sul os maiores produtores nacionais.

O Brasil já conta com mais de 226 milhões de cabeças de gado e os países que mais importam a nossa carne são Hong Kong, China e Rússia.

Vale lembrar, ainda, que dos mais de 19 milhões de postos de trabalho gerados pelo agronegócio, 65% estão concentrados no mercado de cultura do boi (incluindo corte e leite).

Sustentabilidade da produção de carne no Brasil

Um gráfico desenvolvido em 2014 pelo Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Seeg na sigla em inglês), a partir de uma iniciativa de pesquisadores brasileiros, mostrou que a pecuária tem responsabilidade significativa na emissão de gases poluentes que contribuem para o aquecimento global.

O setor fica à frente das indústrias de automóveis e de madeiras. A emissão de CO2 acontece tanto de forma direta, com a produção de gases-estufa durante o processo digestivo dos animais, quanto por meio de mudança no uso da terra, ou seja, o desmatamento – que tem por objetivo criar novas áreas de pastagem.

A partir desses estudos, a discussão sobre produção sustentável também chegou à pecuária de corte, que tem buscado novos caminhos para otimizar o processo produtivo com redução de danos.

Mais produção com menos impacto

E parece que o debate tem tido resultados positivos. Segundo dados da Abiec, nos últimos anos o país conseguiu aumentar a produção de carne ao mesmo tempo em que diminuiu os impactos com emissão de CO2.

Entre 1990 e 2017, a pecuária de corte teve um aumento na produtividade de 146%. Durante esse período, foram desenvolvidas novas tecnologias que permitiram ao setor deixar de desmatar mais de 235 milhões de hectares.

Com essas mudanças, a produção passou de 1,63@/ha por ano para 4,01@/ha. Além disso, 99% da água utilizada pela pecuária tem fonte no ciclo natural das chuvas, o que também eleva o nível de sustentabilidade do setor.

pecuária de corte

Cenário da Pecuária de Corte no mundo

Embora seja o maior exportador do mundo, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de rebanho bovino, com 226 milhões de cabeças.

O primeiro colocado é a Índia, que em 2017 tinha 303 milhões de animais e detinha 30,39% de todo o rebanho de bois do planeta.

Quando falamos em toneladas de carne advindos da Pecuária de Carne, os Estados Unidos são os grandes produtores. O país é responsável por 18,83% da produção mundial, o equivalente 11,38 milhões de toneladas.

Em seguida vem o Brasil, com 9,28 milhões de toneladas, e a União Europeia, com 7,85 milhões.

Pecuária de corte na Austrália tem queda na produção

A Austrália já foi um dos grandes produtores de carne bovina no mundo, mas, nos últimos anos, a pecuária de corte do país tem perdido posições para outras nações.

Em 2016, a produção caiu 17% e as exportações tiveram um declínio de 20%, números muito impactantes, já que 70% de toda a carne australiana são exportadas para outros países.

De forma geral, a Austrália diminuiu o volume de produção, exportação, consumo e estoque e, em 2017, ocupou a 6ª posição no ranking de rebanho bovino, com 27 milhões de animais, e a 7ª colocação na produção de carne, com 2 milhões de toneladas – o equivalente a 3,43% do que a pecuária de corte produziu em todo o mundo.

O Brasil tem aproveitado essa queda para garantir mais espaço no mercado, garantindo um volume maior de exportações para vários países.

Expectativas da pecuária de corte no Brasil e no mundo para os próximos anos

A pecuária de corte no Brasil teve bons resultados em 2017. No último ano, as exportações de carne bovina tiveram incremento de 17%, com faturamento de mais de US$ 5 bilhões.

Para 2018, as expectativas são de crescimento, porém, a greve dos caminhoneiros que parou o Brasil no mês de maio já causou prejuízos diretos e mais de 40 mil toneladas de carne deixaram de ser exportadas durante o período, fazendo com que o setor deixasse de faturar o equivalente a US$ 170 milhões.

Outros números refletem a projeção de crescimento da pecuária de corte no mundo nos anos à frente:

Aumento da demanda

Para os próximos anos, há uma projeção de que a demanda por carne tenha um aumento de 9 milhões de toneladas. Vale ressaltar, porém, que esse crescimento vai acompanhar o aumento da população e não uma alta no consumo per capita.

Maior participação do Brasil no mercado mundial

Estima-se que o Brasil aumente sua produção e garanta uma fatia maior no mercado internacional. Entretanto, esse crescimento traz novos desafios, como o aumento da área de pastagem sem causar grandes impactos ambientais.

Concentração de importação será menor

Até 2026, acredita-se que os 5 maiores produtores de corte concentrarão 70% do mercado mundial de pecuária de corte. Por outro lado, as importações serão pulverizadas, e os 5 maiores importadores devem comprar somente 45% da produção, o que garante mais segurança para os produtores.

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